sábado, 14 de maio de 2011

Reflexão Dominical


Eu sou a porta das ovelhas - Jo 10, 1-10


JESUS É O BOM PASTOR

"Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância!"

João 10, 1-18

1. Olhar de perto as coisas da nossa vida

No encontro de hoje, vamos meditar a imagem do Bom Pastor. Jesus é o Bom Pastor que veio para que todos tenham vida em abundância! O pastor era a imagem e o símbolo do líder. Jesus diz que muitos se apresentavam como pastor, mas na realidade eram ladrões e assaltantes. Hoje acontece a mesma coisa. Muitas pessoas se apresentam como líder, mas na realidade são ladrões e assaltantes. Pois, em vez de servir, buscam os seus próprios interesses. E, às vezes, têm uma fala tão mansa e fazem uma propaganda tão inteligente, que conseguem enganar o povo. Vamos conversar sobre isto.

SITUANDO

O discurso sobre o Bom Pastor traz três comparações ligadas entre si:

1ª comparação: pastor e assaltante (Jo 10, 1-5)

2ª comparação: Jesus é a porteira das ovelhas (Jo 10, 6-10)

3ª comparação: Jesus não é simplesmente um pastor, mas sim um Bom Pastor (Jo 10, 11-18).

Temos aqui um outro exemplo de como foi escrito o Evangelho de João. O discurso de Jesus sobre o Bom Pastor (Jo 10, 1-18) é como um tijolo inserido numa parede já pronta. Com ele a parede ficou mais forte e mais bonita. Imediatamente antes, em Jo 9, 40-41, João falava da cegueira dos fariseus. A conclusão natural desta discussão sobre a cegueira está logo depois, em Jo 10, 19-21. Ora, o discurso sobre o Bom Pastor foi inserido aqui, porque, como veremos, ensina como tirar esse tipo de cegueira dos fariseus.

COMENTANDO

João 10, 1-5: 1ª Imagem: entrar pela porteira e não por outro lugar

Jesus inicia o discurso com a comparação da porteira: "Quem não entra pela porteira, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante! Quem entra pela porteira é pastor das ovelhas!" Para entender esta comparação, temos que lembrar o seguinte. Naquele tempo, os pastores cuidavam do rebanho durante o dia. Quando chegava a noite, levavam as ovelhas para um grande redil ou curral comunitário, bem protegido contra ladrões e lobos. Todos os pastores de uma mesma região levavam para lá o seu rebanho. Um porteiro tomava conta durante a noite. No dia seguinte, de manhã cedo, o pastor chegava, batia palmas na porteira e o porteiro abria. O pastor entrava e chamava as ovelhas pelo nome. As ovelhas reconheciam a voz do seu pastor, levantavam e saíam atrás dele para a pastagem. As ovelhas dos outros pastores ouviam a voz, mas não se mexiam, pois era uma voz estranha para elas. De vez em quando, aparecia o perigo de assalto. Ladrões entravam por um atalho ou derrubavam a cerca do redil, feita de pedras amontoadas, para roubar as ovelhas. Eles não entravam pela porteira, pois lá havia o guarda que tomava conta.

João 10, 6-10: 2ª Imagem: Jesus é a porteira

Os ouvintes, os fariseus (Jo 9, 40-41), não entenderam o que significava "entrar pela porteira". Jesus então explicou: "Eu sou a porteira das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e assaltantes". De quem Jesus está falando nesta frase tão dura? Provavelmente, se referia a líderes religiosos que arrastavam o povo atrás de si, mas que não respondiam às esperanças do povo. Não estavam interessados no bem do povo, mas sim no próprio bolso e nos próprios interesses. Enganavam o povo e o deixavam na pior. Entrar pela porteira é o mesmo que agir como Jesus agia. O critério básico para discernir quem é pastor e quem é assaltante, é a defesa da vida das ovelhas. Jesus pede para o povo tomar a iniciativa de não seguir o fulano que se apresenta como pastor, mas não busca a vida do povo. É aqui que ele disse aquela frase que até hoje cantamos: "Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente!" Este é o critério!

João 10, 11-15: 3ª Imagem: Doar a vida pelas ovelhas

Jesus muda a comparação. Antes, ele era a porteira das ovelhas. Agora, diz que é o pastor. Todo mundo sabia o que era um pastor e como ele vivia e trabalhava. Mas Jesus não é um pastor qualquer, mas sim o Bom Pastor! A imagem do bom pastor vem do AT. Dizendo que o Bom Pastor, Jesus se apresenta como aquele que vem realizar as promessas dos profetas e as esperanças do povo. Há dois pontos em que ele insiste. Na defesa da vida das ovelhas: o bom pastor dá a sua vida. No mútuo entendimento entre o pastor e as ovelhas: o pastor conhece as suas ovelhas e elas conhecem o pastor. Assim, para quem quer vencer sua cegueira é importante conferir a própria opinião com a do povo. Era isto que os fariseus não faziam. Eles desprezavam as ovelhas e as chamavam de povo maldito e ignorante (Jo 7, 49; 9, 34). Jesus, ao contrário, diz que no povo há uma percepção infalível para saber quem é o bom pastor. Os fariseus pensavam ter o olhar certo para discernir as coisas de Deus. Na realidade eram cegos. O discurso sobre o Bom Pastor ensina duas regras de como tirar este tipo de cegueira. 1) Prestar muita atenção na reação das ovelhas, pois elas reconhecem a voz do pastor. 2) Prestar muita atenção na atitude daquele que se diz pastor para ver se o interesse dele é a vida das ovelhas, sim ou não, e se ele é capaz de dar a vida pelas ovelhas.

João 10, 16-18: A meta onde Jesus quer chegar: um só rebanho e um só pastor

Jesus abre o horizonte e diz que tem outras ovelhas que não são deste redil. Elas ainda não ouviram a voz de Jesus, mas quando a ouvirem, vão perceber que ele é o pastor e vão segui-lo. Aqui transparece a atitude ecumênica das comunidades do Discípulo Amado, de que falamos na Introdução.


A imagem do Pastor na Bíblia

Na Palestina, a sobrevivência do povo dependia em grande parte da criação de cabras e ovelhas. A imagem do pastor guiando suas ovelhas para as pastagens era conhecida por todos, como hoje todos conhecem a imagem do motorista de ônibus. Era normal usar a imagem do pastor para indicar a função de quem governava e conduzia o povo. Os profetas criticavam os reis por serem maus pastores que não cuidavam do seu rebanho e não o conduziam para as pastagens (Jr 2, 8; 10, 21; 23, 1-2). Esta crítica dos maus pastores foi crescendo na mesma medida em que, por culpa dos reis, o povo acabou sendo levado para o cativeiro (Ez 34, 1-10; Zc 11, 4-17).

Diante da frustração sofrida com os desmandos dos maus pastores, aparece a comparação com o verdadeiro pastor do povo, que é o próprio Deus: "O Senhor é meu pastor nada me falta!" (Sl 23, 1-6; Gn 48, 15). Os profetas esperam que, no futuro, Deus venha, ele mesmo, como pastor guiar o seu rebanho (Is 40, 11; Ez 34, 11-16). E esperam que, desta vez, o povo saiba reconhecer a voz do seu pastor: "Oxalá ouvísseis hoje a sua voz!" (Sl 95, 7). Esperam que Deus venham como Juiz que fará o julgamento entre as ovelhas do rebanho (Ez 34, 17). Surgem o desejo e a esperança de que, um dia, Deus suscite bons pastores e que os messias seja um bom pastor para o povo de Deus (Jr 3, 15; 23, 4).

Jesus realiza esta esperança e se apresenta como o Bom Pastor, diferente dos assaltantes que roubavam o povo. Ele se apresenta também como Juiz do povo que, no final, fará o julgamento como um pastor que sabe separar as ovelhas dos cabritos (Mt 25, 31-46). Em Jesus se realiza a profecia de Zacarias que diz que o bom pastor será perseguido pelos maus pastores, incomodados pela denúncia que ele faz: "Vão bater no pastor e as ovelhas se dispersarão!" (Zc 13, 7). No fim, Jesus é tudo: é a porteira, é o pastor, é o cordeiro!

Texto extraído do livro "Raio-X da Vida" - Círculos Bíblicos do Evangelho de João - volume 147/148. Dos autores: Carlos Mesters, Mercedes Lopes e Francisco Orofino. Do Centro de Estudos Bíblicos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Teólogos da Causa dos Santos dão parecer favorável a Vida e Virtudes de Padre Victor

No dia 13 de maio celebramos Nossa Senhorora de Fátima e a Abolição da Escravatura. De agora em diante teremos mais um motivo para nos alegrarmos nesta data: "Dia em que os Teólogos da Causa dos Santos deram parecer favorável a Vida e Virtudes do Servo de Deus Padre Victor"

Os Teólogos da Congregação da Causa dos Santos, e, Roma, após analisarem a vida e virtudes do Servo de Deus Padre Victor, dia 13 de maio, dia de Nossa Senhora de Fátima e Abolição da Escravatura, eles deram o parecer favorável.

Será encaminhado para os Cardeais e Bispos e depois ao Santo Padre o Papa Bento XVI, que assinará o Decreto de reconhecimento das Virtudes Heróicas – Venerável.