domingo, 1 de agosto de 2010

18º Domingo do Tempo Comum


“Buscai as coisas do alto”

É nítido que muitas pessoas deixam de buscar a Deus para buscarem a realização de suas vidas nas coisas passageiras, apegos e até mesmo em idéias às vezes contrárias ao valor da própria vida e ao amor de Deus. Levando em consideração que a experiência com a graça de Deus é fundamental para tal realização que também podemos chamar de “plenitude” é então exigido determinação para buscá-lo no cotidiano.
A liturgia deste domingo nos ajuda a compreender a importância de buscarmos a Deus a todo o momento não nos deixando esquecer de que necessitamos de sua presença. As leituras nos levam a perceber que quando o coração se firma na busca por Deus e seus projetos, a vida ganha um sentido de eternidade, pois tal tesouro acumulado não passará como acontece com os tesouros do mundo.
O Evangelho destaca que o cristão vive no mundo se tornando rico para Deus. Por isso, a vida vivida na simplicidade e equilíbrio com os bens materiais será sinal pleno do seu Reino. O acumulo de bens e a preocupação desmedida com eles faz com que o coração deixe de olhar para o alto vivendo como se fosse eterno neste mundo.
Tudo passa, ou seja, tem seu fim. Deus sendo principio e fim de todas as coisas que existem, Ele contém em si a luz de tudo que de fato se faz importante. Por isso, viver O buscando é a proposta que a liturgia da Palavra traz para nossa meditação neste domingo.
O mês de agosto é especial em nossa vida de fé, é o mês vocacional. Neste tempo somos convidados a pensar um pouco na nossa vocação cristã. A vocação é o início de todo o nosso ser cristão. Em um sentido abrangente, Vocação é um chamamento, uma convocação vinda diretamente sobre nossa vida, endereçada à pessoa, a partir da pessoa de Jesus Cristo, convocando-me a uma ligação toda própria e única com Ele, a segui-lo, (Mc 2,14).
Desta forma, a vocação supõe que anterior a nós há um chamado, uma escolha pessoal que vem de Jesus Cristo, a quem devemos seguir com total empenho, como afirma São Paulo na Carta aos Romanos: "Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus." (Rom 1, 1)
Sabemos que vocação é chamado e resposta. É uma semente de Deus unida a um sim humano. Esta escolha pessoal de Deus e a resposta humana têm sua fonte no Batismo, que por isso se torna fundamento e fonte de todas as vocações. É neste chão fértil, carregado de húmus divino, regado pelo sangue de Jesus, que brotam as vocações específicas, aquelas que cabem diferentemente a cada um.
O mês vocacional quer nos chamar à reflexão para a importância da nossa vocação, descobrindo nosso papel e nosso compromisso com a Igreja e a sociedade. Reflexão que deve nos levar à ação, vivenciando no dia-a-dia o chamado que o Pai nos faz. Que a celebração do mês vocacional nos traga as bênçãos do Pai para vivermos a nossa vocação sacerdotal, diaconal, religiosa ou leiga. Todas elas são importantes e indispensáveis. Todas elas levam à perfeição da caridade, que é a essência da vocação universal à santidade.



Nenhum comentário:

Postar um comentário