sábado, 17 de julho de 2010

16º Domingo do Tempo Comum


A Palavra de Deus oferecida a nós neste domingo traz uma temática de reflexão muito interessante para a vida dos discípulos de Jesus Cristo. A Liturgia da Palavra de maneira especial na 1ª Leitura e Evangelho falam da hospitalidade. Abraão que acolhe em sua casa os três viajantes (anjos) e Marta/ Maria que acolhem Jesus. A hospitalidade cristã significa acolhimento sincero em dois sentidos: primeiramente acolher as pessoas, principalmente as que estão longe de nossas vidas. Em segundo acolher a presença de Deus e de seus projetos em nossos corações. Desta forma, encontramos para o discipulado a exigência da caridade, disponibilidade para exercer a hospitalidade a Deus e aos irmãos.
O Evangelho destaca duas irmãs, amigas de Jesus, Marta e Maria. Ambas são entusiasmadas com a presença de Jesus e se comportam diferentemente diante desta presença. Marta, aquela que está sempre ocupada, cuida para que Jesus de fato seja bem acolhido preparando alimentos, enfim cuidando da casa. A sua maneira de expressar alegria e carinho para com Jesus é agitada e preocupada querendo agradar tanto se esquecendo de algo fundamental: ouvir a Palavra de Jesus. A outra irmã, Maria, parece num primeiro momento ser o oposto da irmã, alguém que não se importa com os afazeres. Entretanto, a atitude de Maria é uma atitude de escuta e atenção ao que Jesus fala. Por isso, ficou o tempo todo aos pés de Jesus recendo Dele um elogio por tal disponibilidade.
Encontramos assim, nestas duas irmãs exemplos para nossa vida cristã, a ação e oração. Estar aos pés de Jesus é rezar, conviver com a Palavra de Deus através da meditação e estar com as mãos ocupadas como Marta oferecendo nosso trabalho para a construção do Reino de Deus. Ambas são importantes: quem não reza, não trabalha bem. Quem não trabalha reza bem.
Marta e Maria sinalizam as nossas dificuldades para seguir Jesus Cristo. Pois, tantas vezes permanecemos mergulhados nas preocupações desmedidas do mundo, sem tempo para a oração e outras vezes apegados somente a práticas de oração esquecendo-nos do “arado”, do “fermento na massa”. Que bom aprendermos neste domingo a necessidade de cultivarmos um coração acolhedor que se coloca em disponibilidade na oração e no trabalho. Que a Palavra de Deus nos guarde para sermos sempre discípulos fieis de Jesus Cristo.

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