sábado, 13 de novembro de 2010

5º Aniversário de morte de “Nossa Mãe” do Carmelo São José


Dia 14 de novembro celebramos o 5º aniversário de morte da Madre Teresa Margarida do Coração de Maria, carinhosamente conhecida e amada por nós como “Nossa Mãe”.

“Nossa Mãe” viveu no Carmelo São José em Três Pontas e sua vida foi totalmente dedicada a Deus e aos irmãos. Ao recordamos a data de seu falecimento elevamos ao Senhor nossas orações na certeza de que Ela iluminada pela Luz intercede por nós.

Esta História conta um pouco da Vida de “Nossa Mãe” (Madre Teresa Margarida do Coração de Maria)

Maria Luisa, “Nossa Mãe”. Teresa, de Deus uma Margarida.

Dentre as margaridas mais bonitas, o Jardineiro escolheu uma muito pequena e serena cercando-a de cuidados jamais lhe negando afetuosos afagos. Regou-a como os rios regam o grande mar, com as águas cristalinas da alegria e da esperança. Adubou-a com a misericórdia, paciência e amor.

Também mexeu em suas raízes e arrancou-a para que fosse plantada em outras terras. Avivou e firmou-a com cuidado.

A margarida na nova terra foi crescendo ficando viçosa e bonita nunca se sentiu a mais bela, pelo contrário quanto mais o Jardineiro oferecia a Ela, mais se tornava singela.

Ela enfeitou por muito tempo o jardim, pois foi plantada no centro dos canteiros. Mas, às vezes se escondia entre as outras flores, ou o vento e a chuva a derrubava e assim ficava em meio a humildade da terra até novamente se firmar.

Muitas pessoas foram notando a predileção do Jardineiro para com ela. Às vezes as outras flores e até mesmo as pessoas perguntavam:

- Margarida como você é bonita! Mas ela logo respondia.

- É meu Jardineiro que faz tudo isso.

O Jardineiro saiu por uns dias e começou demorar a voltar. A Margarida sabia que um dia ele retornaria e esperava com paciência sua vinda. O tempo foi passando e umas flores foram murchando, mas a Margarida continuava sempre na sua vida. As vezes se escondia ou caía, se levantava mais forte ainda.

Um dia nesse jardim as flores e os que costumavam visitá-lo pela manhã notaram que a Margarida não estava de pé no canteiro. Olharam com atenção ao redor uma vez que ela poderia estar escondida. Olharam para o céu, a terra, mas não viram sinal de chuva ou de vento que a pudesse ter derrubado.

Chegaram mais perto e viram que ela não mais estava ali, fora arrancada da terra. Perto de seu canteiro foram deixados alguns rastros que se seguiam até o portão do jardim. Ficaram tristes, mas perceberam que no chão havia pequenas sementes, com certeza deixadas ou caídas da Margarida. Quem teria levado a Margarida perguntaram a si mesmos. A brisa passa levemente e canta: Foi o Jardineiro.

sábado, 30 de outubro de 2010

Homilia do Mons. José Maria – XXXI Domingo do Tempo Comum (Ano C)

A Conversão de Zaqueu

O Evangelho (Lc. 19, 1-10) fala-nos do encontro misericordioso de Jesus com Zaqueu. O Senhor passa por Jericó, a caminho de Jerusalém! Uma multidão apinhava-se nas ruas por onde o Mestre passava e lá no meio da multidão encontrava-se um homem chefe dos publicanos e rico, bem conhecido em Jericó pelo seu cargo.

Os publicanos eram cobradores de impostos. O imposto era fixado pela autoridade romana e os publicanos cobravam uma sobretaxa, da qual viviam. Isto prestava-se a arbitrariedades, razão pela qual eram facilmente hostilizados pela população.

São Lucas diz que Zaqueu procurava ver Jesus para conhecê-Lo, mas não podia por causa da multidão, pois era muito baixo. Mas o seu desejo é eficaz! Para conseguir realizar o seu propósito, começa por misturar-se com a multidão e depois, sem pensar no ridículo da sua atitude, correndo adiante subiu a um sicômaro para ver Jesus, que devia passar por ali. Não se importa com o que as pessoas possam pensar ao verem um homem da sua posição começar a correr e depois subir numa árvore. É uma formidável lição para nós que, acima de tudo, queremos ver Jesus e permanecer com Ele.

Que o Senhor aumente em nós o desejo sincero de vê-Lo! Eu quero realmente ver Jesus? – perguntava o Papa João Paulo II ao comentar esta mensagem do Evangelho –, faço tudo o que posso para poder vê-Lo? Este problema, depois de dois mil anos, é tão atual como naquela altura, quando Jesus atravessava as cidades e povoados da sua terra. E é atual para cada um de nós pessoalmente: quero verdadeiramente contemplá-Lo, ou não será que venho evitando encontrar-me com Ele? Prefiro não vê-Lo ou que Ele não me veja? E se já o vislumbro de algum modo, não será que prefiro vê-Lo de longe, sem me aproximar muito, sem me situar claramente diante dos seus olhos…, para não ter que aceitar toda a verdade que há nEle, que provém dEle?

Qualquer esforço que façamos por aproximar-nos de Cristo é amplamente recompensado. Disse Jesus: “Zaqueu desce depressa! Hoje Eu devo ficar na tua casa” (Lc 19, 5). Que alegria imensa! Zaqueu, que já se dava por satisfeito de vê-Lo do alto de uma árvore, ouve Jesus chamá-lo pelo nome, como a um velho amigo, e, e com a mesma confiança, fazer-se convidar para sua casa. Comenta Santo Agostinho: “Aquele que tinha por coisa grande e inefável vê-Lo passar, mereceu imediatamente tê-Lo em casa.” O Mestre, que tinha lido no coração do publicano a sinceridade dos seus desejos, não quis deixar passar a ocasião. Zaqueu descobre que é amado pessoalmente por Aquele que se apresenta como o Messias esperado, sente-se tocado no íntimo do seu espírito e abre o seu coração.

Zaqueu está agora com o Mestre, e com Ele tem tudo. Mostra com atos a sinceridade da sua nova vida; converte-se em mais um discípulo do Mestre.

O encontro com Cristo leva-nos a ser generosos com os outros, a compartilhar imediatamente com quem está mais necessitado o muito ou o pouco que temos.

“Hoje entrou a salvação nesta casa” (Lc 19, 9). É um convite à esperança: se alguma vez o Senhor permite que passemos por dificuldades, se nos sentimos às escuras e perdidos, temos de saber que Jesus, o Bom Pastor, sairá imediatamente em nossa busca. Diz Santo Ambrósio: “O Senhor escolhe um chefe de publicanos: quem poderá desesperar se ele alcançou a graça?” O Senhor nunca se esquece dos seus.

A figura de Zaqueu deve ajudar-nos a nunca dar ninguém por perdido ou irrecuperável.

Não duvidemos nunca do Senhor, da sua bondade e do seu amor pelos homens, por muito extremas ou difíceis que sejam as situações em que nos encontremos ou em que se encontrem as pessoas que queremos levar até Jesus. A sua misericórdia é sempre maior do que os nossos pobres raciocínios.

Mons. José Maria Pereira

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nono dia: Olhar que protege


Quase três séculos se passaram desde o dia que a imagem foi encontrada pelos três pescadores. Desde então, Ela tornou-se a nossa herança, que ninguém pode tirar, pois foi a vontade divina que a escolheu para ser a nossa Rainha.
Expressão do carinho, que o povo brasileiro dedica Àquela que foi agraciada por Deus como a “Bendita entre todas as mulheres” (Lc1, 42). Aquela, que o próprio Cristo nos deu aos pés da Cruz, para com seu olhar maternal proteger a todos nós, seus filhos e filhas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Oitavo dia: Olhar que evangeliza


Desde que a pequenina imagem foi recolhida pelos três benditos pescadores, Maria tem sido inspiração do novo modo de evangelizar, como a certeza de um novo dia que se desponta. Primeiramente com o povo do lugar.

Um século depois com os Missionários Redentoristas vindos da Alemanha, que com toda a coragem e ardor não duvidaram em compreender o povo, anunciar o Evangelho do Redentor e propagar a devoção à nossa Mãe querida.

Com a imagem negra, simples e humilde, levada nas mãos e no coração do nosso povo não são poucos, o número de homens e mulheres que vêm se convertendo no decorrer de todos esses anos, tornando-se verdadeiros discípulos missionários de Jesus Cristo. Experiência vivenciada em nossa Paróquia, quando da sua criação, depois com os padres de nossa diocese e Santas Missões Populares.

sábado, 9 de outubro de 2010

Sétimo dia: Olhar que intercede



Gloriosa no céu, quis por desígnio da Providência divina, Maria, emergir do encanto da magia das águas do rio Paraíba do Sul em 1717 de maneira simples, numa pequenina imagem, que é o reflexo do rosto do nosso povo.

Povo este que, na sua simplicidade e humildade logo a cobriu com um manto azul da cor do céu brasileiro e a cingiu com uma coroa, reconhecendo-a como Rainha. Manifestação de fé, de carinho para com Santa Mãe de Deus que sempre nos acompanha, consola e intercede por nós, confirmando o que disse São Bernardo: “jamais se ouviu dizer que algum daqueles que a ela tenha recorrido, reclamado o seu socorro, implorado a sua intercessão, tenha sido por ela desamparado”.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sexto dia: Olhar que cura


Com ternura de Mãe, neste sexto dia da nossa novena, Maria vem nos ajudar a compreender que o olhar que cura é aquele que penetra no mais íntimo do nosso ser e nos resgata para a vida. Quem se deixa tocar por ele traz dentro de si a certeza de que nunca está só, pois Deus tem solicitude constante para com cada um de nós e há de nos dar a graça para superar as nossas imperfeições, as nossas dificuldades, as nossas limitações; solicitude vivenciada por nós, dentro das nossas famílias, dentro das nossas comunidades, mas que o corre-corre do dia a dia, muitas vezes não nos deixa perceber.
Desde que a pequenina imagem foi encontrada pelos três pescadores, são incontáveis os milagres de toda sorte, bem como todas as graças e bênçãos concedidas pelo Pai, por intermédio e intercessão da Virgem que Deus deu ao povo brasileiro, a Senhora da Conceição Aparecida.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Quinto dia: Olhar que salva


Filha Predileta do Pai, Maria está sempre com o olhar fixo em cada um de nós, manifestando o seu imenso amor carregado de ternura e de presença, quando da visita a sua prima Isabel, nas Bodas de Caná, junto de Jesus aos pés da cruz e no Cenáculo com os apóstolos. E na nossa “Pátria Grande”, a América Latina, do seu coração materno revoa pelos montes, pelas cidades, planícies e vales a misericórdia, a esperança e a paz sem fim.
È a Mãe atenta, zelosa, sempre pronta a nos socorrer em nossas necessidades e aflições, como o menino Marcelino que se debatia em meio às correntezas do rio Paraíba do Sul, onde a pequena imagem foi encontrada. Maria jamais abandona quem nela confia!
Hoje celebramos “Nossa Senhora do Rosário”; peçamos a ela que nos ajude a resgatar a oração do terço em família, um dos caminhos de nossa salvação.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quarto dia da novena: Olhar que transforma

O tema que hoje vamos refletir: “Maria, olhar que transforma”, apresenta-nos Nossa Senhora como melhor exemplo de quem se coloca a serviço de Deus e da humanidade.
Como Mãe, ela não quer que nenhum de seus filhos e filhas se perca, por isso alerta para o que está em desacordo com os planos de Deus e convida a todos, até os prepotentes à conversão, a uma vida nova. Como discípula missionária, a Virgem Santíssima nos pede: “fazer tudo o que seu Filho Jesus ensinou”, criando em nós um coração novo, pobre, despojado, seguidor de Jesus, que serviu e que nos deu um mandato: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Terceiro dia – Olhar que Liberta

Mãe amada, Maria é o esteio dos homens e mulheres cansados de tentar entender o caminho opressor que a humanidade escolheu. Por isso hoje, ela vem até nós para nos mostrar, que o nosso Deus não tem fronteiras e assim sendo, Ele não faz distinção: pátria, cor, raça ou nação. Deus, que ouve o clamor de seu povo não quer divisão e jamais vai aprovar quem deseja explorar gerando escravidão. Ao assumir a cor da raça mais desprezada do nosso país no período colonial, Maria, na sua missão libertadora devolve àqueles que não têm voz e vez, a dignidade de filhos e filhas de Deus, como o escravo Zacarias, que a ela recorreu e se livra das correntes do poder opressor.

Ainda nesses nossos dias, fazendo valer a sua profecia, Maria, com seu olhar continua a nos chamar para também nos libertar de toda e qualquer situação de opressão.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Segundo dia: Olhar que ilumina


Neste segundo dia da novena em louvor à Santa Mãe de Deus e nossa, a Senhora da Conceição Aparecida, que traz como tema: “Maria: olhar que ilumina”! Mulher pobre e simples, desinteressada e humilde, que nos tornou transparente o mistério de Deus e de nossa salvação. Para si, ela escolheu o silêncio, perdendo-se, silenciosamente em seu Filho Jesus.

E foi no silêncio através de sua pequenina imagem encontrada por três humildes pescadores, que a Virgem da Conceição, feita de barro cozido, enegrecido pela água e pelo tempo, medindo 36 centímetros, foi levada ao culto divino. E no vale do Paraíba, na sua capela construída por gente simples que ali se reunia ao entardecer, para fazer as suas rezas, para muito além das velas que se acenderam por si só, acendeu também no coração de todo aquele povo simples e fiel a luz da fé.

Celebramos hoje, São Francisco de Assis, que também se deixou conduzir pelo olhar de Maria.

domingo, 3 de outubro de 2010

Primeiro dia: Olhar que desperta


Alicerçados pelo tema: “Sob o olhar da Senhora Aparecida caminhamos com Jesus”, este ano rezaremos refletindo sobre os “milagres da Santa”. É Maria, a Santa Mãe de Deus, que nesta terra e neste chão quis manifestar de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial; solidária com aqueles três pobres pescadores e na sua cor negra, identificando com os escravos da época e os excluídos de hoje.

Tão pequenina aqui na terra e tão grande lá na glória, Maria com seu olhar atento continua nos ensinando a perseverar na fé em meios a dificuldades e desafios e como agir desinteressadamente no serviço de Deus e dos irmãos em favor da vida em abundância.

Que o tema de hoje: “Maria: Olhar que desperta”, nos anime enquanto Igreja e missionários, missionárias, construtores da Civilização do Amor.

Novena de Nossa Senhora Aparecida


O Servo de Deus Pe. Victor cultivou uma grande devoção a Nossa Senhora Aparecida. Todos os anos ele rezava a sua novena e promovia festa em louvor a Santa Mãe Deus.
Em união com todo o Brasil a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Três Pontas iniciou na Igreja Matriz da Aparecida a novena.

sábado, 25 de setembro de 2010

Romeiros


"Eu acho o Pe. Victor muito milagroso. estou aqui para agradecer as graças de Deus".

Lucinda Túlio - Lavras - MG

Romeiros...


"Tenho 70 anos e vim pedir proteção. No ano passado cheguei aqui com muitas dores e voltei para casa curado. Temos de pedir com muita fé."

Joanes de Freitas - Monsenhor Paulo - MG

Romeiros


"Venho aqui há três anos e é com fé que rezo a Deus confiando no Pe. Victor. Já recebi muitas graças e estou feliz por estar aqui"

Maria Nazaré do Nascimento - Itumirim

Palavras dos romeiros


"Pe. Victor ajudou e continua ajudando nosso povo. Sou devoto desde criança e Pe. Victor está vivo no coração de nossa gente"

Franésio Gama da Silva - Campos Gerais

A caridade dos Trespontanos durante a festa

Todos os anos D. Ana Rosa de Brito juntamente com a sua família distribiu para os romeiros na porta de sua casa lanche e café. Neste ano de 2010 foram distribuidos mais de 5 mil pães. já fazem 10 anos que a familia realiza este gesto de acolhimento e carinho aos devotos de Pe. Victor.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Missa na Capela Santa

VIVA O SERVO DE DEUS PE. VICTOR


A vida de Pe. Victor foi doação plena ao Reino de Deus e iluminado pelo exemplo de Cristo, Bom pastor, pastoreou pelas veredas de terras trespontanas e região as ovelhas do Senhor por 53 anos.

Embora já fosse do conhecimento da população a fragilidade física de seu pastor, a noticia de sua morte transformou o dia 23 de setembro em uma data eterna. Em Três Pontas a primavera iniciava como em todos os anos, entretanto, naquele setembro a estação das flores chegou roubando silenciosamente do jardim a mais ilustre flor deixando apenas um rastro de seu perfume.

Padre Victor entregou a sua alma a Deus deixando a cidade e toda a região em um estado de luto. A sua fama de santidade já era bastante conhecida, por isso, Três Pontas se tornou pequena diante do grande número de pessoas que chegavam de todas as partes para prestar-lhe homenagem fazendo com que seu sepultamento acontecesse somente três dias após a sua morte. Durante os dias em que foi velado não houve nenhum sinal de decomposição em seu corpo. Pelo contrário, exalava perfume.

Padre Victor foi então sepultado na Igreja Matriz Nossa Senhora D´ Ajuda que ele havia reformado com muito esforço. Passou quase toda a sua vida oferecendo o que possuía, abençoou, cuidou e curando feridas de doentes. Enfim, deixou um grande testamento.

Há 53 anos chegará a Três Pontas com passos decididos causando susto e indignação por ser negro e com os mesmos passos fortes entrou pela porta do Reino de Deus na certeza de que caminhou combatendo o bom combate. O povo por sua vez ficou triste, com dolorida saudade de seu querido padre, porque da mesma forma que Padre Victor os amava, eles também aprenderam a amá-lo e irão continuar a amá-lo para todo o sempre.

Os grandes homens da história são considerados como aqueles que fizeram grandiosas obras. Algumas destas obras nem sempre são lembradas com alegria, pois não viveram da melhor maneira possível. Entretanto, a maioria destas pessoas de nossa história são os que viveram a bondade. Uma dessas pessoas foi o nosso querido Servo de Deus Padre Victor. Ele ficou na história porque realizou uma grande obra: o amor.

Mesmo após 105 anos de sua partida deste mundo seu exemplo continua vivo em nós em seus exemplos.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

9º Dia da Novena

Maria, Imagem perfeita da Discípula Missionária

O Servo de Deus Padre Victor viveu sua vida na escola de Maria, em que aprendeu a ouvir Jesus, guardar e viver Sua palavra. Mais do que uma simples devoção mariana, o Servo de Deus Padre Victor teve para com a mãe do Senhor uma atitude de amor filial e de obediência total a sua ordem: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo, 2, 5). A vida do Padre Victor é a concretização radical da vivência, dos ensinamentos de Jesus Cristo, o Bom Pastor, da obediência total à exortação de sua mãe. Sua vida foi um Evangelho vivo. Maria se alegrou por tudo que ele viveu e fez na sua vida cristã de sacerdote, discípulo missionário do Bom Pastor. Com ele, no céu, Ela louva o Senhor da messe e reza por todos nós, seus filhos e filhas muito amados.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

8º Dia da Novena

A Espiritualidade dos Discípulos Missionários

O Servo de Deus Padre Victor tinha uma espiritualidade profunda, caso contrário não seria o que é. A sua maneira de viver a vida, o seu estilo de vida foi sempre pautado pelo Espírito Santo. A sua espiritualidade se manifestava nas suas palavras, nas suas ações, ensinamentos e posturas. A razão de ser de tudo isso partiu do encontro pessoal que ele teve com Jesus Cristo e sua união vital com Ele é a busca de santidade. A sua missão teve êxito porque tinha fundamentos sólidos: Jesus Cristo, santidade, oração, conversão, caridade.

Ele era aberto para a missão, ia a todos os lugares que precisavam dele. Tinha profunda convicção de ser enviado por Cristo, para o povo que a Igreja lhe confiou. Sua paixão pela vida manifestou-se na defesa da liberdade e da dignidade dos seus irmãos de raça, bem como na caridade para com os pobres, na busca da educação que promove a vida. Por isso, ele foi um missionário autêntico, correspondendo a todos os princípios e exigências, no seu tempo e na sua história. Isso confirma que o maior e melhor missionário é o santo.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

7º Dia da Novena

Os Sacerdotes, Discípulos Missionários de Jesus, o Bom Pastor

O Servo de Deus Padre Victor foi também um sacerdote. discípulo missionário de Jesus, o Bom Pastor. Ele recebeu o sacramento da Ordem, em Mariana, no dia 14 de junho de 1851 e viveu 53 anos de fecundo ministério, sendo um fiel representante de Cristo na Paróquia a ele confiada, fazendo as vezes de Cristo, pois era totalmente configurado a Ele. Seus fiéis, ao verem seu pastor, viam nele o próprio Cristo. Foi homem de misericórdia e de compaixão, próximo do povo e servidor de todos, principalmente dos mais pobres, testemunhando, neste tempo todo uma verdadeira caridade pastoral, inerente a sua espiritualidade de homem de Deus e do povo, apaixonado por Cristo e sua Palavra, cheio de amor pela Igreja e ardoroso missionário, buscando, acima de tudo, aquilo que era próprio da sua missão, a santidade de vida, o grande apelo do Senhor da messe.

domingo, 19 de setembro de 2010

6º Dia da Novena


O Sacramento da Crisma e o Apostolado dos Leigos

O servo de Deus Padre Victor foi crismado. Não sabemos se foi no mesmo dia do batismo ou em uma das visitas pastorais do Bispo de Mariana, à sua Paróquia de Santo Antônio, em Campanha – MG. Só que o Espírito Santo agiu nele, não para exercer uma atividade leiga na Igreja, mas para discernir a vocação pela qual Deus o chamava, para ser sacerdote de Cristo e continuador de sua missão, dando-lhe coragem, ousadia, perseverança e luta pelo ideal que Deus havia suscitado em seu coração.

sábado, 18 de setembro de 2010

5º Dia da Novena

O Sacramento do Batismo, início da vida cristã e da ação missionária

O Servo de Deus Padre Victor foi batizado no dia 20 de abril de 1827, na Igreja Santo Antônio (hoje Catedral) na cidade de Campanha. – MG. Ele viveu o seu batismo e acolheu os apelos de Deus para consagrar totalmente sua vida a serviço do Evangelho. Durante o tempo de seu ministério sacerdotal, ele batizou inúmeras pessoas. Preocupava-se com este sacramento de salvação. Mesmo doente, sentado, ele ainda batizava todos que o procuravam, em qualquer lugar por onde ia. Ele também ia ao encontro dos afastados para trazê-los ao seio da comunidade, com zelo de pastor.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

4º Dia da Novena

O objetivo da Missão

Morrendo há 105 anos, com fama de santidade, o Servo de Deus Padre Victor foi um verdadeiro missionário, dentro da realidade e das exigências da Igreja no seu tempo. Foi um verdadeiro pastor, tanto no anúncio do Evangelho, seja para aqueles que estavam perto nas missas da igreja matriz, na catequese, como para os que estavam longe, nas comunidades rurais e nos povoados, que estavam sob a sua responsabilidade. A visita que ele fazia nas famílias da comunidade não era uma simples ação social, mas uma verdadeira atividade missionária.

Padre Victor está vivo, como um verdadeiro missionário, atraindo para Deus e para a Igreja cristãos de todos os lugares, para ouvir a palavra de Deus e celebrar a sua fé cristã. Seja no dia 23 de setembro, seja durante os dias do ano.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

3º Dia da Novena


A Igreja e sua vocação missionária

O Servo de Deus Padre Victor foi membro vivo da Igreja e, como Igreja, ele foi missionário: participava da vida da comunidade, das celebrações, das festas, sempre se colocando a serviço das coisas de Deus. A vivência plena do seu ser missionário se deu no exercício do ministério sacerdotal, por cinqüenta e três anos.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

2º Dia da Novena

O Epírito Santo e a Igreja

O Servo de Deus Padre Victor recebeu o Espírito Santo no dia de seu batismo e levou uma vida de santidade, sempre dócil a suas inspirações para buscar sua vocação de ser sacerdote, discípulo missionário de Jesus, o Bom Pastor. O Padre Victor não ficou santo depois da sua morte, mas levou uma vida de santidade porque era conduzido pelo Espírito Santo de Deus, razão pela qual sua vida se tornou para o povo um Evangelho vivo.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

1º Dia da Novena

Padre Victor, o missionário do Pai: Vida plena para todos os povos.

O Servo de Deus Padre Victor, desde o ventre materno, foi chamado por Deus para ser sacerdote: discípulo missionário de Jesus, o Bom Pastor. E foi com esse espírito que ele exerceu a sua missão aqui nas terras do Sul de Minas, principalmente em Três Pontas, onde ele viveu por cinqüenta e três anos, o verdadeiro missionário da Igreja. Anunciando Jesus Cristo e testemunhando a sua ressurreição, foi ele mesmo um sinal do Reino no meio da comunidade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Novena pela Beatificação do Servo de Deus Padre Victor


NOVENA PELA BEATIFICAÇÃO DO PADRE VICTOR
De 14 a 22 de setembro de 2010


HORÁRIOS: TODOS OS DIAS, EXCETO DOMINGO:
5h - Procissão da Penitência
5h30min - Missa da Novena na Matriz d´Ajuda
7h - Missa da Novena no Carmelo São José
14h30min - Reza do Terço
15h - Missa
18h30min - Reza do Terço
19h - Missa da Novena na Matriz d´Ajuda

19 DE SETEMBRO - DOMINGO

6h30min - Procissão da Penitência
7h - Missa da Novena na Matriz d´Ajuda
8h - Missa da Novena no Carmelo São José

CONFISSÕES - Local: Matriz d´Ajuda

INDIVIDUAIS: TODOS OS DIAS, EXCETO SÁBADO E DOMINGO:
das 9h às 12h; das 16h30min às 18h30min.
SÁBADO: das 9h às 11h

COMUNITÁRIAS: Dia 13.09.2010 - Geral - 19h30min
Dia 19.09.2010 - Geral - 15h

OBSERVAÇÕES:

DIA 19.09.2010 - DOMINGO - ROMARIA DOS CAVALEIROS
Saída: 6h30min - Praça Aparecida até a Faxina.
Em seguida, missa Sertaneja.

DIA 22.09.2010 - QUARTA-FEIRA - VIGÍLIA - ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO
- das 21 às 23h - Coordenação dos Seminaristas da Diocese da Campanha
- das 23 às 4h30min - Coordenação da Renovação Carismática de Três Pontas

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Rezemos pela Beatificação de Padre Victor

Ó Pai que concedeste a vosso Servo Padre Victor ser amigo dos pobres, dos humildes e dos simples, e lhe deste a graça de ser vosso fiel servidor na busca do Reino dos céus, nós Vos pedimos que a Igreja possa reconhecer oficialmente as suas virtudes e o proponha como modelo e protetor nosso.
Por ter sido exemplo de pobreza, de simplicidade, de caridade para com os mais pobres e de serviço dedicado à Igreja, nós Vos pedimos que, pela sua valiosa intercessão, obtenhamos a graça de que mais temos necessidade (...).
Concedei-nos também que, a seu exemplo, tenhamos no coração um ardente amor a Vós e ao próximo. Isso Vo-lo pedimos por meio de Jesus Cristo, Vosso filho, em união com o Espírito Santo. Amém.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

São Pio


Ele nasceu em 25 de maio de 1887 em Pietrelcina ,Itália e foi batizado com o nome de Francesco. Com a idade de 16 anos ele entrou para o noviciado dos Frades Capuchinhos onde recebeu o hábito dos franciscanos e o nome de Padre Pio. Em 1918 ele recebeu, como sinal de sua grande devoção, a Estigmata (a impressão das feridas de Cristo ou estigmas) nas mãos, pés e no lado ( este último bem mais raro) Ele carregou esta dádiva de amor de Cristo por 50 anos.Ele era o único padre na historia da Igreja a receber os Estigmas.

Para o servo de Deus fé é sua vida; ele fez tudo a luz de sua fé. Ele era assiduamente devotado as preces. Ele passava o dia, e uma grande parte da noite em oração e em conversa com Deus. Ele dizia "Nos livros nós procuramos Deus; nas preces nós O encontramos. A prece é a chave que abre o coração de Deus".

A fé o levou a aceitar os misteriosos designos de Deus.

A sua devoção a Virgem Maria era absoluta. Algumas frases dele:

"Quando alguém reconhece a importância da Abençoada Virgem e Sua Imaculada Conceição , é o primeiro passo para o caminho da Salvação". Ame a Virgem Maria e reze o Rosário, porque o Rosário é a arma contra os demônios do mundo de hoje"

"Todas as graças dadas por Deus passam pela Abençoada Virgem".

Os estigmas desapareceram no momento de seu morte.

As pessoas ainda são curadas pela intercessão de Padre Pio e por meios que não são explicados pela medicina ou pela ciência: um dos desses eventos milagrosos foi curar um jovem italiano de meningite. Durante a coma Padre Pio apareceu para ele em um sonho e imediatamente o jovem estava curado.

Foi canonizado pelo Papa João Paulo II .

Seu corpo foi mostrado recentemente, incorrupto, 40 anos após sua morte.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Exemplo de Vida Consagrada - Madre Teresa Margarida - Carmelo São Jose


Nesta semana em que rezamos de maneira especial pelas vocações religiosas nossos corações exultam de alegria pelo testemunho de consagração de Madre Teresa, mais conhecida por “Nossa Mãe”. Madre Teresa Margarida do Coração de Maria foi a fundadora do Carmelo São José de Três Pontas – MG.
A Fundação do Carmelo São José de Três Pontas ocorreu a 16 de julho de 1962, ano histórico do quarto centenário de reforma de Santa Teresa de Jesus.
Este Carmelo saiu do Carmelo de Santa Teresinha, de Aparecida – SP. A fundadora de nosso Carmelo foi nossa saudosa Mãe Teresa Margarida do Coração de Maria, que faleceu em novembro de 2005, em nossa cidade. Ela contou que, durante a novena de Nossa Santa madre, provavelmente no ano 1954 ou 1955, a priora do Carmelo, de Aparecida, Madre Raimunda dos Anjos, chamou-a e falou-lhe que a Diocese da Campanha, através de seu vigário geral, Monsenhor João Rabello de Mesquita , pedia a fundação de um Carmelo , e achava que a única pessoa que poderia assumi-lo seria ela – Nossa Mãe. Ela respondeu-lhe “Três tentações nunca tive na vida: contra minha fé, minha vocação e o desejo de ter algum cargo importante. Mas farei o que a obediência mandar”.
Viveu muitos anos entre nós nos ajudando a crescer nos caminhos de Jesus Cristo. “Nossa Mãe” faleceu no dia 14 de novembro de 2005. A sua morte causou grande tristeza na cidade, pois suas orações e palavras foram o porto seguro para muitos corações.
Durante a sua vida de consagrada ela testemunhou em elevado grau a vivência das virtudes da caridade, fé e esperança sendo sempre muito próxima dos pobres seja pela mão estendida ou pelas orações fez doação de seu coração.
Ao recordarmos a vida de Madre Teresa “Nossa Mãe”, abraçamos as religiosas de nossa cidade: Servas de Nossa Senhora de Fátima, Beneditinas (Vila Vicentina) e Carmelo.

Sâo Francisco de Assis

Viveu de 1181 a 1226. Um dos mais amados e populares santos do mundo. Chamado de "O Pobre Homem" "Il poverello" . Nascido em Assisi, na Itália e filho de Pedro Bernadone, um rico comerciante de sedas , Francisco passou sua juventude a procura de prazeres e era uma figura popular entre os jovens de Assis. Em 1202 ele foi convocado e foi para a guerra e foi tomado prisioneiro Em 1205 ele teve visões e fez uma peregrinação a Roma no ano seguinte. Quando voltou a Assis ele foi denunciado pelo pai como um lunático e o pai o deserdou. Francisco foi para igreja de São Damiano que estava quase em ruínas e a reparou com a ajuda de amigos e seguidores. Em Pontiuncula, uma pequena Capela ele dedicou-se ao cuidar dos pobres. Em 16 de abril de 1209 ele fundou a Ordem dos Franciscanos. Em 1210 ele recebeu a aprovação do papa Inocencio III, numa dramática audiência papal. Santa Clara também de Assis passou a segui-lo em 1212 e fundou a ordem das Clarissas. Francisco tentou ir para a Síria e Marrocos de 1212 a 1214 mas não conseguiu . Ele obteve a Pontiuncula Indulgencia do papa Inocencio III e começou a regulamentar a sua Ordem e as exigência para ser membro dela. Uma das exigência era a pobreza total e a obediência total. Em 1212 Santa Clara e ele e fundaram a ordem das Clarissas Pobres. São Francisco e 5000 franciscanos foram ao encontro papal de 1212 e Francisco foi para o Egito e passou a pregar para os muçulmanos. Ele encontrou-se como o Sultão Malik al-Kamil em Damietta,Egito .O Sultão reconhecendo Francisco como um homem santo não permitiu que ninguém o prendesse, mas ele não fez nenhuma conversão no Egito. Francisco retornou a Itália porque membros da ordem estavam mudando suas regras original para abranda-las. Ele procurou a ajuda do Papa para proteger as suas regras e este enviou Francisco por toda a Europa e Oriente Médio. Em 1223 Francisco se aposentou como superior da ordem .Ele construiu um pequena Creche no natal naquele ano e foi o fundador do costume de se fazer presépios para adornar as igrejas no natal.
Em 14 de setembro de 1224 enquanto orava na ermida de Monte Alvernia ele recebeu os estigmas (estigmatas). Ele morreu dois anos mais tarde em 3 de outubro de Assis e foi canonizado em 1228. Nunca se ordenou porque não se considerava digno do sacerdócio. São Francisco de Assis teve um grande impacto na vida religiosa da igreja.Sua vida foi caracterizada por uma adoração a Jesus de uma maneira alegre, jovial e reverenciava a natureza e a sua preocupação com os doente e pobres era enorme.
A Ordem dos Franciscanos é uma das maiores e mais fortes da igreja junto a dos jesuítas, dominicanos e beneditinos. Ele é mostrado na arte litúrgica com o seu habito, as estigmatas e algumas vezes com um crucifixo com azas. Ele também as vezes é, mostrado dando sermões a animais e pássaros.


Santa Teresinha do Menino Jesus

Santa Teresa de Lisieux, conhecida por Teresinha do Menino Jesus, é uma das santas mais características por sua espiritualidade.
Seu culto se espalhou em pouco tempo por todos os recantos do mundo católico.
Teresinha nasceu em Alençon, norte da França, aos 2 de janeiro de 1873. Seus pais, quando jovens, aspiravam, ambos, a se consagrarem a Deus na vida religiosa, mas por circunstâncias especiais não foram aceitos. Então a jovem Zélia Guerin, futura mãe de Teresinha, disse: "Meu Jesus, já que não sou digna de ser vossa esposa como irmã, abraçarei o estado matrimonial para cumprir vossa vontade. Peço-vos, porém, encarecidamente, conceder-me muitos filhos e que vos sejam consagrados".
Daquele santo casal nasceram nove filhos. Três faleceram em tenra idade, os demais, todas meninas, tornaram-se religiosas conforme o desejo da mãe.Teresinha ficou órfã de mãe aos quatro anos e sentiu muito esta falta. O pai, depois da morte da esposa, mudou-se com a família para Lisieux, onde tinha um cunhado cuja esposa zelava pela educação das filhas.
Teresinha cresceu num ambiente de amor puro e de fé profundamente vivencial e, sendo a caçula do lar, era chamada pelo pai "a minha rainhazinha". As irmãs mais velhas, uma após outra, consagraram-se a Deus na vida religiosa. Teresinha alimentava uma santa inveja da opção das irmãs desejando, quanto antes, acompanhá-las na consagração a Deus.
Com a idade de 15 anos, recebeu do Papa Leão XIII a permissão de entrar no Carmelo de Lisieux. Viveu no Carmelo mais oito anos. "Que poderia ter realizado de extraordinário em tão curta existência? Graças a sua autobiografia, com o título História de uma alma, sabemos que a jovem carmelita não fez nada de extraordinário, apenas cumpriu extraordinariamente bem os seus deveres de monja enclausurada. Num momento de entusiasmo, Teresinha escreveu que, por amor ao Amor Supremo, desejava ser cavaleiro das cruzadas, padre, apóstolo, evangelista, missionário, mártir. "Compreendi, escreve, que só o amor fazia agir os membros da Igreja e que se o amor viesse a se extinguir, os apóstolos não anunciariam mais o Evangelho, os mártires recusariam derramar o seu sangue... Compreendi que o amor encerra todas as vocações e que o amor é tudo, abraça todos os tempos e todos os lugares... Numa palavra, o amor é eterno... encontrei minha vocação: o amor!"
Estas palavras poderiam parecer românticas, se não fossem corroboradas pela vida de oração, de sacrifícios, de provações, de penitências e de imolação no dia-a-dia da existência de Teresinha como Carmelita.
Todos os gestos e sacrifícios, do menor ao maior, oferecia a Deus, pela salvação das almas, e na intenção da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face esteve como criança para o pai, livre igual a um brinquedo aos cuidados do Menino Jesus, e tomada pelo Espírito de amor, que a ensinou a pequena via da infância espiritual.
O mais profundo desejo do coração de Teresinha era ter sido missionária "desde a criação do mundo, até a consumação dos séculos". Sua vida nos deixou como proposta, selada na autobiografia, e como intercessora dos missionários sacerdotes e pecadores que não conheciam Jesus, continua ainda hoje, vivendo o Céu, fazendo o bem aos da terra.
Proclamada principal padroeira das missões em 1927, padroeira secundária da França em 1944, e Doutora da Igreja, que nos ensina o caminho da santidade pela humildade em 1997, na data do seu centenário. ela mesma testemunha que a primeira palavra que leu sozinha foi: " céus "; agora a última sua entrada nesta morada, pois exclamou : " meu Deus, eu vos amo...eu vos amo ".

Santa Bernadete


Bernarda, era o nome a filha de Francisco Soubirous e Luisa Casterot, nascida em 7 de janeiro de 1844, em Lourdes, uma região montanhosa da França, os famosos Pirineus. Mas era chamada pela forma carinhosa do nome no diminutivo: Bernadete. A família de camponeses era numerosa, religiosa e muito pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em conseqüência da asma. Era analfabeta, mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa.
Numa tarde úmida e fria, Bernadete foi, junto com a irmãzinha e algumas companheiras, procurar gravetos. Tinham de atravessar um riacho, mas ela se atrasou porque ficou com receio de molhar os pés, quando ouviu um barulho nos arbustos, ergueu os olhos e viu uma luz, dentro da gruta natural na encosta da montanha. Olhando melhor, viu Nossa Senhora vestida de branco, faixa azul na cintura, terço entre as mãos, que a chamou para rezar. Era o dia 11 de fevereiro de 1858.
Quando chegaram em casa, a sua irmãzinha contou o ocorrido para os pais, que a proibiram de sair de casa. Bernadete chorou muito e adoeceu, então os pais deixaram que ela voltasse para lá. A aparição se repetiu, sete dias depois, quando Nossa Senhora lhe disse: "Não te prometo a felicidade neste mundo, mas no outro". Voltou mais dezoito vezes, até 16 de julho, na gruta de Massabielle, nos montes Pirineus.
O pároco da diocese, no início, mostrou-se incrédulo quanto às aparições, por isso disse a Bernadete: "Peça a essa senhora que diga o seu nome". A resposta foi: "Eu sou a Imaculada Conceição". O que mais se admirou em Bernadete foi a sua modéstia, autenticidade e simplicidade. Compreendeu que tinha sido escolhida como instrumento para a mensagem que a Virgem queria transmitir ao mundo, que era a conversão, a necessidade de rezar o terço e o seu próprio nome: "Imaculada Conceição".
Bernadete sofreu muitas e pesadas provações para ser acreditada em suas visões, que só os numerosos milagres confirmaram como obra divina. Enquanto o Santuário de Nossa Senhora de Lourdes se tornava um dos lugares mais visitados pelos peregrinos do mundo e a água da fonte era considerada milagrosa pelos devotos, Bernadete se recolhia na sombra.

Ingressou na Congregação das Irmãs de Caridade de Nevers, sendo admitida no noviciado seis anos depois por motivo de saúde. Ao tomar o hábito definitivo, recebeu o nome de Maria Bernarda. Mas nunca recebeu um privilégio das irmãs, parecia que essa frieza fazia parte de sua provação. Sempre bem-humorada, trabalhou como enfermeira no interior do convento, depois foi sacristã. Contudo sua doença se agravou e ela viveu nove anos numa cama, entre a vida e a morte.

Rezava não para livrar-se do sofrimento, mas para ter paciência e forças para tudo suportar, pois queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora. Bernadete morreu em 16 de abril de 1879. O papa Pio XI canonizou-a em 8 de dezembro de 1933, dia da Imaculada Conceição, designando sua festa para o dia de sua morte.

Rezava não para livrar-se do sofrimento, mas para ter paciência e forças para tudo suportar, pois queria purificar-se para poder rever Nossa Senhora. Bernadete morreu em 16 de abril de 1879. O papa Pio XI canonizou-a em 8 de dezembro de 1933, dia da Imaculada Conceição, designando sua festa para o dia de sua morte.

Trinta anos após o velório, seu cadáver foi exumado e o corpo encontrado intacto.

Em 23 de outubro de 1909 é aberto o processo ordinário na Sagrada Congregação de Ritos, em 13 de agosto de 1913 segue-se o processo apostólico sob o controle direto da Santa Sé; a 18 de novembro de 1923 o Papa Pio XI assina o decreto que reconhece a heroicidade das virtudes de Bernadette.

Pouco tempo antes de sua beatificação, efectuada em 12 de Junho de 1925, foi feito um segundo reconhecimento do corpo, que continua intacto. As freiras cobriram seu rosto e as mãos com uma camada fina de cera e, desse jeito, foi colocada dentro de uma urna transparente. O seu corpo continua incorrupto ainda e pode ser visitado no Convento de Saint Gildard de Nevers, dentro de uma urna de cristal.


Assunção: o que significa?


A Assunção de Nossa Senhora foi transmitida pela tradição escrita e oral da Igreja. Ela não se encontra explicitamente na Sagrada Escritura, mas está implícita.
Vamos analisar o fato histórico, segundo é contato pelos primeiros cristãos e transmitido pelos séculos de forma inconteste.
Na ocasião de Pentecostes, Maria Santíssima tinha mais ou menos 47 anos de idade. Depois desse fato, permaneceu Ela ainda 25 anos na terra, para educar e formar, por assim dizer, a Igreja nascente, como outrora ela educara, protegera, e dirigira a infância do Filho de Deus.
Ela terminou sua "carreira mortal" na idade de 72 anos, conforme a opinião mais comum. A morte de Nossa Senhor foi suave, chamada de "dormição".
Quis Nosso Senhor dar esta suprema consolação à sua Mãe Santíssima e aos seus apóstolos e discípulos que assistiram a "dormição" de Nossa Senhora, entre os quais se sobressai S. Dionísio Aeropagita, discípulo de s. Paulo e primeiro Bispo de Paris, o qual nos conservou a narração desse fato.
Diversos Santos Padres da Igreja contam que os Apóstolos foram milagrosamente levados para Jerusalém na noite que precedera o desenlace da Bem-aventurada Virgem Maria.
S. João Damasceno, um dos mais ilustres doutores da Igreja Oriental, refere que os fiéis de Jerusalém, ao terem notícia do falecimento de sua Mãe querida, como a chamavam, vieram em multidão prestar-lhe as últimas homenagens e que logo se multiplicaram os milagres em redor da relíquia sagrada de seu corpo.
Três dias depois chegou o Apóstolo S. Tomé, que a Providência divina parecia ter afastado, para melhor manifestar a glória de Nossa Senhora, como dele já se servira para manifestar o fato da ressurreição de Nosso Senhor.
S. Tomé pediu para ver o corpo de Nossa Senhora. Quando retiraram a pedra, o corpo já não mais se encontrava. Do túmulo se exalava um perfume de suavidade celestial!
Como o seu Filho e pela virtude de seu Filho, a Virgem Santa ressuscitara ao terceiro dia. Os anjos retiraram o seu corpo imaculado e o transportaram ao céu, onde ele goza de uma glória inefável.
Nada é mais autêntico do que estas antigas tradições da Igreja sobre o mistério da Assunção da Mãe de Deus, encontradas nos escritos dos Santos Padres e Doutores da Igreja, dos primeiros séculos, e relatadas no Concílio geral de Calcedônia, em 451.
Como Nossa Senhora era isenta do 'pecado original', ela estava imune à sentença de morte (conseqüência da expulsão do paraíso terrestre). Todavia, por não ter acesso à "árvore da vida" (que ficava no paraíso terrestre), Maria Santíssima teria que passar por uma "morte suave" ou uma "dormição".
Por um privilégio especial de Deus, acredita-se que Nossa Senhora não precisaria morrer se assim o desejasse, ainda que não tivesse acesso à "árvore da vida".
Tudo isso, é claro, ainda poderá ser melhor explicado com o tempo, quando a Igreja for explicitando certos mistérios relativos à Santíssima Virgem Maria que até hoje permanecem.
Muito pouco ainda descobrimos sobre a grandeza de Nossa Senhora, como bem disse S. Luiz Maria G. de Montfort em seu livro "Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem".
É certo que Nossa Senhora escolheu passar pela morte, mesmo não tendo necessidade. Quais foram, então, as razões da escolha da morte por Nossa Senhora?
Pode-se levantar várias hipóteses. O Pe. Júlio Maria (da década de 40) assinala quatro:
1) Para refutar, de antemão, a heresia dos que mais tarde pretenderiam que Maria Santíssima não tivesse sido uma simples criatura como nós, mas pertencesse à natureza angélica.
2) Para em tudo se assemelhar ao seu divino Filho.
3) Para não perder os merecimentos de aceitação resignada da morte.
4) Para nos servir de modelo e ensinar a bem morrer.
Podemos, pois, resumir esta doutrina dizendo que Deus criou o homem mortal. Deus deu a Maria Santíssima não o direito (por não ter acesso à "Árvore da vida"), mas o privilégio, de ser imortal. Ela preferiu ser semelhante ao seu Filho, escolhendo voluntariamente a morte, e não a padecendo como castigo do pecado original que nunca tivera.
Analisemos, agora, a Ressurreição de Maria Santíssima.
Os Apóstolos, ao abrirem o túmulo da Mãe de Deus para satisfazer a piedade de São Tomé e ao desejo deles todos, não encontrando mais ali o corpo de Nossa Senhora, deduziram e perceberam que Ela havia ressuscitado!
Não era preciso ver à ressurreição para crer no fato, era uma dedução lógica decorrente das circunstâncias celestiais de sua morte, de sua santidade, da dignidade de Mãe de Deus, da sua Imaculada Conceição, da sua união com o Redentor, tudo isso constituía uma prova irrefutável da Assunção de Nossa Senhora.
A Assunção difere da ascensão de Nosso Senhor no fato de que, no segundo caso, Nosso Senhor subiu por seu próprio poder, enquanto sua Mãe foi assunta ao Céu pelo poder de Deus.
Ora, há vários argumentos racionais em favor da Assunção de Nossa Senhora.
Primeiramente, havendo entrado de modo sobrenatural nesta vida, seria normal que saísse de forma sobrenatural, esse é um princípio de harmonia nos atos de Deus. Se Deus a quis privilegiar com a Imaculada Conceição, tanto mais normal seria completar o ato na morte gloriosa.
Depois, a morte, como diz o ditado latino: "Talis vita, finis ita", é um eco da vida. Se Deus guardou vários santos da podridão do túmulo, tornando os seus corpos incorruptos, muito mais deveria ter feito pelo corpo que o guardou durante nove meses, pela pele que o revestiu em sua natureza humana, etc.
Nosso Senhor tomou a humanidade do corpo de sua Mãe. Sua carne era a carne de sua Mãe, seu sangue era o sangue de sua Mãe, etc. Como permitir que sua carne, presente na carne de sua santíssima Mãe, fosse corrompida pelos vermes e tragada pela terra? Ele que nasceu das entranhas amorosíssimas de Maria Santíssima permitiria que essas mesmas entranhas sofressem a podridão do túmulo e o esquecimento da morte?
Seria tentar contra o amor filial mais perfeito que a terra já conheceu. Seria romper com o quarto mandamento da Lei de Deus, que estabelece "Honrar Pai e Mãe".
Qual filho, podendo, não preservaria sua Mãe da morte?
A dignidade de Filho de Deus feito homem exigia que não deixasse no túmulo Aquela de quem recebera o seu Corpo sagrado. Nosso Senhor Jesus Cristo, por assim dizer, preservando o corpo de Maria Santíssima, preservava a sua própria carne.
Ainda podemos levantar o argumento da relação imediata da paixão do Filho de Deus e da compaixão da Mãe de Deus, promulgada, de modo enérgico, no Evangelho, pela profecia de S. Simeão falando à própria Mãe: "Eis que este menino está posto para a ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição. E uma espada transpassará a tua alma" (Luc. 2, 34, 45).
Esta tradução em vernáculo (português, no caso) é larga. O texto latino (em latim) tem uma variante que parece ir além do texto em português. "Et tuam ipsius animam pertransibit glaudius" - o que quer dizer literalmente: o mesmo gládio transpassará a alma dele e a vossa.
Como seria possível que o Filho, tendo sido unido à sua Mãe em toda a sua vida, na sua infância e na sua dor, não se unisse à Ela na sua glória? Tudo isso se levanta dos Evangelhos.
A Assunção de Maria Santíssima foi sempre ensinada em todas as escolas de teologia e não há voz discordante entre os Doutores. A Assunção é como uma conseqüência da encarnação do Verbo.
Se a Virgem Imaculada recebeu outrora o Salvador Jesus Cristo, é justo que o Salvador, por sua vez, a receba. Não tendo Nosso Senhor desdenhado descer ao seu seio puríssimo, deve elevá-la agora, para partilhar com Ela a sua glória.
Cristo recebeu sua vida terrena das mãos de Maria Santíssima. Natural é que Ela receba a Vida Eterna das mãos de seu divino Filho.
Além de conservar a harmonia em sua própria obra, Deus devia continuar favorecendo a Virgem Imaculada, como Ele o fez, desde a predestinação até a hora de sua morte.
Ora, podendo preservar da corrupção do túmulo a sua santa Mãe, tendo poder para fazê-la ressuscitar e para levá-la ao céu em corpo e alma, Deus devia fazê-lo, pois Ele devia coroar na glória aquela que já coroara na terra... Dessa forma, a Santíssima Mãe de Deus continuava a ser, na glória eterna, o que já fora na terra: "a mãe de Deus e a mãe dos homens".
Tal se nos mostra Maria na glória celestial, como cantava o Rei de sua Mãe, assim canta Deus de Nossa Senhora: "Sentada à direita de seu Filho querido" (3 Reis, 2, 19), "revestida do sol" (Apoc. 12, 1), cercada de glória "como a glória do Filho único de Deus" (Jo. 1, 14), pois é a mesma glória que envolve o Filho e a Mãe! Ele nos aparece tão belo! E ela como se nos apresenta suave e terna em seu sorriso de Mãe, estendendo-nos os braços, num convite amoroso, para que vamos a Ela e possamos um dia partilhar de sua bem-aventurança!
(Fonte: http://www.lepanto.com.br/dados/ApMariaAS.html)

domingo, 15 de agosto de 2010

Festa da Assunção de Nossa Senhora


A Assunção de Maria é sinal de glorificação para toda a humanidade

Hoje neste alegre Domingo a Igreja no mundo inteiro celebra a Festa da Assunção de Nossa Senhora. A Assunção de Maria é dogma de fé ensinado pelo Magistério da Igreja. Festa celebrada tanto no oriente e ocidente onde os filhos e filhas de Deus diante do Mistério de seu amor se voltam com preces e súplicas confiando na intercessão de Maria, Mãe de Deus, já glorificada.

Ao celebramos hoje a festa da Assunção de Maria ao céu cresce em nossos corações a esperança de nossa glorificação futura na Luz infinita do amor de Deus. É a fé na ressurreição de Cristo celebrada na vida de Maria e na vida de cada discípulo e discípula que com fidelidade caminha constantemente no amor.

Maria participando do Mistério de Cristo e sendo por esta Luz plenificada torna-se sinal concreto para que busquemos também a nossa plenitude.

Nossa Senhora sendo assunta ao céu fica mais próxima aos seus filhos aqui na terra (Papa Bento XVI). Por isso, roguemos a Maria seguindo os seus exemplos.